Ela foi flagrada em um vídeo recebendo propina e pode ter mandato cassado


O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou nesta terça-feira (2) que deverá acontecer
ainda em agosto o julgamento da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) no plenário da Casa.
O Conselho de Ética recomendou a cassação da parlamentar por ela aparecer em um vídeo
recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa.
Gravado em 2006, o vídeo foi divulgado pela imprensa em março deste ano. Com base na gravação,
o PSOL protocolou uma representação pedindo a cassação de Jaqueline.
Durante o processo, o único argumento da defesa da parlamentar é de que ela não poderia ser
julgada pela Câmara por não ser ainda deputada em 2006, quando recebeu o dinheiro.
Em seu voto no Conselho de Ética, porém, o relator Carlos Sampaio (PSDB-SP) argumentou que,
pelo fato só ter vindo a público agora, ele não poderia ser considerado como anterior ao mandato.
Sua tese foi aprovada pelo Conselho por 11 votos a 3.
Confira também
Jaqueline recorreu da decisão à CCJ
(Comissão de
Constituição e Justiça), onde o presidente
João
Paulo Cunha (PT-SP) escolheu como relator um
aliado dela, Vilson Covatti (PP-RS). Ele chegou a apresentar um voto em favor de Jaqueline, mas
em virtude da ameaça de Maia de intervir na CCJ e ordenar a troca de relator, a deputada desistiu
do recurso às vésperas do recesso parlamentar.
Com a desistência, o processo retornará para a Mesa Diretora e Maia terá de marcar a data para
que o plenário tome sua decisão. Para cassar o mandato de Jaqueline, são necessários 257 votos
entre os 513 deputados.
- Vou discutir com os líderes, mas acho que será ainda no mês de agosto.
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