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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"ENTENDENDO O LIVRO DE AMÓS "


“PROFETA AMÓS”

Quem era o Profeta Amós ?

Seu nome do hebraico significa carregador de fardos.

Era natural de Técoa, um povoado nas regiões montanhosas, próximo a Jerusalém. (Am. 01 v. 01 a).

Profissão: Era pastor de ovelhas, boiadeiro e agricultor, cultivava sicômoros (espécie de figo).
 (Am. 07 v. 14).

Seu livro foi escrito aproximadamente em 760 a.C.

Profetizou para o Reino Norte (Israel), 40 anos antes do cativeiro Assírio.

Profetizou na mesma época que Jonas e Oséias (no reino Norte - Israel) e Isaías e Miquéias (no reino Sul - Judá).

Profetizou nos reinados de Uzias em Judá e Jeroboão II em Israel.

Não tinha nenhuma ligação com profetas ou com profecias...

Existem 03 tipos de maneiras de ser profeta no Antigo Testamento.

• Ser chamado por Deus para o ministério de profeta.
 (Jr. 01 v. 05).
• Ser filho de profeta.
 (Am. 07 v. 14).
• Aprender em uma escola.
 (II Rs. 06 v. 01).

As Visões...

1. Visão de desolação causada por gafanhotos. (Am. 07 v. 01 ao 03) = O profeta intercede e Deus adia o julgamento.

2. Visão de fogo destrutivo. (Am. 07 v. 04 ao 06) = Amós novamente intercede e Deus adia o julgamento.

3. Visão do prumo. (Am. 07 v. 07 a 09) = Deus testará Israel com um prumo; não há mais desculpa para Israel. Desta vez Amós não intercede mais.

4. Visão do cesto de frutas. (Am. 08 v. 01 a 03) = Indicando que o fim de Israel está próximo. O país já esta maduro para o julgamento. Amós também não intercede mais.

5. Visão do Templo. (Am. 09 v. 01) = O próprio Iahweh volta-se contra o local no qual se lhe presta culto. É porque tornou-se um lugar de culto sem sentido.

Amós não intercede na terceira visão em diante porque não se trata dos agricultores mais, e sim do povo urbano.

1º Visão = Uma praga de gafanhotos destruindo as plantações dos agricultores. E isto acontecia depois que o feno destinado ao pagamento do tributo ao palácio do rei já tinha sido cortado. Os gafanhotos, que têm alto poder de destruição, estavam piorando a situação dos agricultores, levando-os à fome. Pois estes já eram muito explorados pelo governo que, todo ano, tomava boa parte do que produziam. Amós, compadecido, apela a Iahweh, argumentando que os agricultores eram frágeis demais para sofrer tal ameaça de fome. E Iahweh, segundo o profeta, revoga o castigo.

2º Visão = Nesta visão o profeta Amós vê um incêndio terrível que, de tão forte, consome até as fontes subterrâneas de água depois de ter acabado com os campos. Novamente Amós apela a Iahweh para que suspenda a praga, porque a ameaça agora é de grande seca, penalizando os fracos agricultores de sua época. Esta visão se parece muito, no seu jeito, com a dos gafanhotos. Elas formam um par. Mostram a realidade da roça na época de Amós, quando os pequenos agricultores sofrem muitas ameaças, sejam naturais, sejam da exploração que vinha lá de cima, do governo. Amós diz que Iahweh tem compaixão dos pequenos e retira os castigos que os ameaçam. Mas e os mecanismos sociais que provocam fome e sede no campo? Estes permanecem... Por isso a gente diz que estas duas visões são indicadores do nível de consciência profética de Amós no que se refere ao campo.

3º Visão = O profeta vê Iahweh verificando o alinhamento de um muro com um fio de prumo. O muro simboliza Israel que está torto e deverá ser demolido para ser realinhado, porque muro torto não tem conserto. Só derrubando. Desta vez Amós não intercede e a certeza do castigo torna-se mais forte.

4º Visão = Um cesto de frutas maduras e isto simboliza para ele o fim de Israel.

5º Visão = É o próprio Iahweh quem atua e de modo dramático. De pé sobre o altar dos holocaustos - portanto, diante do edifício do santuário - ele bate nos capitéis, provocando um terremoto que destrói o santuário e mata as pessoas que estão ali dentro. Não há possibilidade de fuga, garante o texto. Esta visão é o ponto máximo deste ciclo. O próprio Iahweh volta-se contra o local no qual se lhe presta culto. É porque, na visão de Amós, o santuário (de Betel) traiu seu papel de conduzir o povo a Iahweh e à vida. Tornou-se um lugar de culto sem sentido, amparando e ocultando as múltiplas opressões e injustiças que se cometem no país.

Os crimes de Israel são os seguintes:

1. "vendem o justo (tsaddîq) por prata": desprezo ao devedor.

2. "o indigente ('ebyôn) por um par de sandálias": escravização por dívidas ridículas.

3. "esmagam sobre o pó da terra a cabeça dos fracos (dallîm)": humilhação/opressão dos pobres.

4. "tornam torto o caminho dos pobres ('anawim)": desprezo pelos humildes.

5. "um homem e seu filho vão à mesma jovem": opressão dos fracos (das empregadas/escravas).

6. "se estendem sobre vestes penhoradas, ao lado de qualquer altar": falta de misericórdia nos empréstimos.

7. "bebem vinho daqueles que estão sujeitos a multas, na casa de seu deus": mau uso dos impostos (ou multas).

Amazias duvida do ministério de Amós.

Amós deixa claro que, se está em Betel, é porque foi convocado por Iahweh, não é em interesse próprio nem mandado por alguém de Judá: Eu sou um vaqueiro e um cultivador de sicômoros. Mas Iahweh tirou-me de junto do rebanho e Iahweh me disse: 'Vai, profetiza a meu povo, Israel'
 (Am. 07,14b-15). Também em (Am. 03, 03-06) Amós fala da necessidade da profecia: se Iahweh convoca alguém, não há como escapar. O texto termina assim, no v. 8: "Um leão rugiu: quem não temerá? O Senhor Iahweh falou: quem não profetizará?".

O livro termina com uma mensagem de que, apesar de Deus castigar a Israel, Deus irá restaurar a nação, quando ela se voltar a Deus.

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